08 fevereiro, 2008

Um dia a Ana e o Zé indagaram-se sobre a razão pela qual têm, obrigatoriamente, de fazer parte de toda e mais alguma ficha de Língua e Expressão do Português. Assim, fartos de tanta exposição gramaticamente dramática decidem tirar férias e chamam Duarte e Maria para ocuparem os seus cargos (bastante mal-pagos e sem direitos de trabalhador, diga-se.Estão a precisar dum sindicato), papel que ambos assumem com determinante naturalidade, talvez por também terem muito para contar.

Duarte, pacífico, antipático, resume-se facilmente numa palavra: insignificante.
Já Maria provém duma natureza pessoal mais complexa: como é uma personagem completamente fictícia, por mim criada, pode variar entre vários extremos, assumindo suponhamos um auto-retrato da minha pessoa, aquilo que gostava de ser, ou pode até mesmo ter um peso crítico na história, funcionando talvez (ainda não pensei nisso) como o grilo-que-fala da estória do Pinóquio - grilo que não passa da animinização da voz da consciência(vê se pode!) do boneco de madeira, fiquem sabendo.


Feitas as apresentações podemos então prosseguir. Procederemos então à elevação de tais personagens a personagens constantes e semi-reais das minhas estórias, tais Zé e Ana (que na realidade não tiraram férias coisíssima nenhuma e continuam a figurar em toda e qualquer ficha de LEP) do meu mundo, cada um com significado próprio e distinto.

Por vossas aventuras espero!!


espero ter dado o menor nível possível de erros, tanto a nível sintático como semântico, pois isso constituiria uma tremenda afronta para a Ana e o Zé e a sua existência nas temíveis fichas.

24 janeiro, 2008

AVC?

Boca de lado, braço dormente, dificuldade em falar, são sinais de AVC.

:-/
Gostava de saber se estes anúncios repetitivos e assustadores já influenciam a afluência aos hospitais, ou se já salvaram mesmo alguma vida.
Eu?
Eu já sinto o braço dormente.
Psicossomático?
Não sei.. Mas provavelmente o melhor será ir ver bem isto...

Not that whorthless after all

22 janeiro, 2008

Corriam pela casa fora. "A jogar ao xerife", diziam, com pistolas de plástico na mão a encenar a personagem do bom -ou do mau- cada personagem com a sua emoção e adrenalina tão características. Mas não lhes podemos chamar "caseiros", mais que tudo eles eram selvagens. Selvagens. É isso. Viviam de quando lhes largavam a mão para correrem, em sprint, por Belém, a "ver quem chega primeiro aos baloiços", ou de quando chegavam a "casa" depois de uma grande viagem e os deixavam ir dar um passeio só "para ver se está tudo na mesma". De ar puro, subidas a árvores, corridas monte-a-baixo-monte-a-cima, mergulhos num qualquer rio ou tanque, passeios até se perderem no mato, teatros, cambalhotas na piscina, passeios de bicicleta, asneiras e jogos da cabra cega, o momento de triunfo dava-se quando a casa chegavam, porcos, suados, imundos, com a certeza que o dia seguinte seria ainda melhor...



O tempo passou e de selvagens passaram a verdadeiras criaturas urbanas e educadas. Esqueceram-se que saltar muros e tomar banho em pelota num rio, enchendo o corpo de argila, pode dar a maior felicidade. Esqueceram-se do quão felizes eram quando a inocência se sobrepunha ao auto-conhecimento. Mas auto-conhecimento que não têm pois não sabem o bem que lhes faria fugir pra longe e, correndo numa liberdade que acham só os animais gozar, mergulhar na lama!



Às vezes dá uma saudade....

21 janeiro, 2008

o sabor da vitória




e agora?.....