08 fevereiro, 2008

Um dia a Ana e o Zé indagaram-se sobre a razão pela qual têm, obrigatoriamente, de fazer parte de toda e mais alguma ficha de Língua e Expressão do Português. Assim, fartos de tanta exposição gramaticamente dramática decidem tirar férias e chamam Duarte e Maria para ocuparem os seus cargos (bastante mal-pagos e sem direitos de trabalhador, diga-se.Estão a precisar dum sindicato), papel que ambos assumem com determinante naturalidade, talvez por também terem muito para contar.

Duarte, pacífico, antipático, resume-se facilmente numa palavra: insignificante.
Já Maria provém duma natureza pessoal mais complexa: como é uma personagem completamente fictícia, por mim criada, pode variar entre vários extremos, assumindo suponhamos um auto-retrato da minha pessoa, aquilo que gostava de ser, ou pode até mesmo ter um peso crítico na história, funcionando talvez (ainda não pensei nisso) como o grilo-que-fala da estória do Pinóquio - grilo que não passa da animinização da voz da consciência(vê se pode!) do boneco de madeira, fiquem sabendo.


Feitas as apresentações podemos então prosseguir. Procederemos então à elevação de tais personagens a personagens constantes e semi-reais das minhas estórias, tais Zé e Ana (que na realidade não tiraram férias coisíssima nenhuma e continuam a figurar em toda e qualquer ficha de LEP) do meu mundo, cada um com significado próprio e distinto.

Por vossas aventuras espero!!


espero ter dado o menor nível possível de erros, tanto a nível sintático como semântico, pois isso constituiria uma tremenda afronta para a Ana e o Zé e a sua existência nas temíveis fichas.